não conte pra mamãe

4.7.06

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A urna eletrônica pode parecer um grande avanço.
Coisa de primeiro mundo.
Mas não é.
É só a pasteurização, a binariarização do seu direito de expressar-se.
Na urna eletrônica, a infinidade de possibilidades, resumem-se às disponíveis.
Só se pode votar em quem é candidato. Ou votar nulo.
E isso não é democrático.
Afinal, o voto é uma mensagem.
É aceitável que se tenha o direito de votar em quem se queira.
Não quero soar antiquado, nem retrógrado.
Não estou sugerindo voltar ao papel.
Mas as urnas deveriam fornecer um campo aberto além da multipla escolha numérica.
O eleitor deveria poder optar por preencher este campo votando em quem quisesse.
Eu, por exemplo, votaria no Serra para presidente, mesmo que ele não fosse candidato.
Seria meu silencioso recado ao PSDB.
Acho que tenho esse direito.
Sem essa opção, perde-se muito de nosso direito e de nossa criatividade.
Aquele jacaré do Tiête, nunca mais terá chance de se eleger deputado, coitado.